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domingo, 1 de dezembro de 2013

50 fatos sobre mim






1. Meu primeiro nome é Victória
2. Originalmente meus cabelos são claros, mas pinto o cabelo de preto porque fico com ar de "mais responsável"
3.Não gosto de números ímpares, exceto o 7
4.Azul e preto são minhas cores favoritas
5.Sou apaixonada por fotografia
6. O que mais gosto de fazer no sábado a noite é ir ao cinema
7. o 7 é meu "número da sorte"
8. Meu filme infantil preferido é Alice no Pais das Maravilhas
9. A minha maior habilidade é com a leitura
10. Aprendi a ler aos 4 anos
11. Aos 5 eu tinha lido todo o velho testamento
12. Meu suco favorito é de graviola
13. Minha comida preferida é estrogonofe
14. E pizza
15. Não me peça pra ficar calma
16. Me dê doces, isso costuma elevar meu humor
17. Adoro fazer trilha
18. Tenho uma paixão por Minas Gerais
19 Embora a maioria das minhas grandes paixões estejam em São Paulo.
20. Amo viajar
21. As viagens que não planejo sempre são as melhores
22. Eu tenho insônia desde sempre
23. Sou apaixonada por filmes com temáticas natalinas
24. Eu tenho medo de casar
25. Não gosto de dormir totalmente no escuro
26. Gosto mais do twitter que do Facebook
27.  É uma boa idade para morrer ( entendedores entenderão)
28. Queria ter uma filha chamada Sofia
29. Separo minhas roupas por peças e cores no guarda roupa
30. Eu sou burra emocionalmente
31. Meu refrigerante preferido é fanta uva
32. Sempre que vejo um palhaço eu lembro de filme de terror
33. A órfã é um dos meus filmes favoritos
34. Sou alérgica a amendoim e palmito
35. Sei viver sem uma máquina de lavar roupa
36. Mas, não sei viver sem um liquidificador
37. Quase nunca uso maquiagem
38. Você nunca me verá de blush pois eu fico vermelha com facilidade quando sorrio ou estou tímida
39. Eu posso ser romântica
40. Ou não
41. Vai depender da pessoa e da situação
42. Gosto de desafios
43. Sou esforçada
44. Eu detesto falta de pontualidade
45. Adoro vestidos
46. Não sou fissurada em sapatos
47. Fiz Letras
48. Se eu receber um convite para exposições, teatro, cinema, a pessoa já ganha pontos comigo
49. Gosto de ir a estádios
50. Um banho sempre ajuda a me relaxar.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

1,58 m



Eu não cresci. Continuo com 1,58 m.  Eu sempre quis que fosse 1,65 para combinar com aquela música de IRA que diz:  "Um metro e sessenta e cinco de sol"  mas...
Se eu tivesse "lindos lábios vermelhos" soubesse dançar e tivesse um L a menos no nome,  podia ser a Melissa cantada no refrão  "No coração da mata ela se esconde, camuflada, selvagem.
Melissa adora arte, intriga, política. E com seus lindos lábios vermelhos seduz o soldado
a dançar
(Melissaaaaaaaaaaaaaaaaa)
Por um quase, não sou a Melissa da letra mas posso ser a Miss Lexotan 6mg garota, a que "não consegue relaxar... Não consegue nem ao menos dormir...
que é tensa só porque seu amor não vive em São Paulo, nem Porto Alegre, em lugar nenhum" (?) 
A garota que quer sempre mais, que espera sempre mais. Dela mesmo. Dos outros. De ti. 
Que espera um telefonema numa tarde vazia, mesmo sabendo que querer está tão longe de poder. 
Um poço de sensibilidade.  Porém não te busco pela cidade, pois não estás aqui. Mas eu imagino. Eu imagino tolices (?)  você não pensa em mim...
No rádio toca o velho rock 'n' roll e minha mente está entorpecida. De música, não de vinho.  Minha mente está tão cheia e estou me transbordando  e penso num flerte fatal.  Por amor. 
 Eu não sou uma vitrine linda. O que posso te dar é o maior amor que alguém já pôde sentir. 
Eu não cresci.  Continuo com 1,58 m.   














quinta-feira, 7 de novembro de 2013

O lado bom da vida




Eu costumava brincar dizendo que o lado bom da vida era o lado que eu me virava para dormir.  E como não durmo muito...
Então enquanto lia o livro ( o lado bom da vida) me deparei com a seguinte frase : “…A maioria das pessoas perdeu a habilidade de ver o lado bom das coisas, embora a luz por trás das nuvens seja uma prova quase diária de que ele existe.”.
Ela me fez pensar, quantos lados bons da vida eu tinha ignorado enquanto me concentrava apenas nas coisas ruins, nas vezes em que não contei as bênçãos e sim, os problemas.
Meus olhos estiveram, por muito tempo,cegos as belezas da vida. Ao que merecia ser enxergado.
Pela minha retina deixei que momentos especiais apenas passassem enquanto estava preocupada em enxugar as  lágrimas que escorriam. Enquanto me preocupada com o que tinha acabado, não dei atenção ao que permaneceu.
A família permaneceu. A seu modo, me apoiando.  Amigos permaneceram.  Não os pseudos. Não os que eu vivi momentos incríveis , intensos e que partiram... e sim os verdadeiros, os que, independentemente dos momentos vividos, ali estavam.  Os  quais eu posso até não ter um álbum, posso até não ter uma coleção de fôlegos dados, mas que, sem dúvida, estão comigo.
O lado bom da vida é o lado que deixei de viver por querer o que faltava, e não desfrutar do que possuía.
O lado bom da vida é quando sua sobrinha de 5 anos lhe pergunta se você está triste e se um beijo vai ajudar essa tristeza passar.
O lado bom da vida é a oportunidade de recomeçar, saber que nenhum sofrimento é infindo.
O lado bom da vida é essa janela de esperança que podemos abrir em meio ao desespero .
O lado bom da vida é vivê-la.
Como diria Clarice Lispector : uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar.

Que os meus "apesar" e meus pesares não me impeçam nunca mais de enxergar o lado bom da vida.






quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Coisas que aprendi em um call center







Quem nunca ligou pra um call center tentando resolver um problema e ficou escutando aquelas musiquinhas irritantes , por um longo tempo e achou que só por pirraça , não queriam lhe atender ?
Hoje eu entendo o que  é uma "fila de ligações"  e a loucura que fica um call center quanto tem 80, 100, 200 clientes aguardando ser atendidos.

Aprendi  que o cliente sempre vai confundir o seu nome, ou esquecê-lo durante o atendimento , mas existem duas ocasiões em especial em que ele o  lembrará perfeitamente: Se você fez um péssimo atendimento e ele pediu um número de protocolo daquela ligação  e fez questão de anotar seu nome , ou se você fez um excelente atendimento e conseguiu resolver aquele problema que ele já ligou várias e várias vezes e ainda não havia obtido sucesso.
Compreendo agora, quando algum atendente diz : "Só um momento por gentileza " , se for um novato(a) , ele(a)  vai tá com as mãos levantadas, esperando que alguém o ajude a entender o que ele pode fazer pra solucionar o problema do cliente, se for um atendente veterano(a) de qualidade,  estará localizando a informação/solicitação e já estará registrando a ligação, e se for alguém que não dá a mínima pro trabalho, e que não pensa em qualidade e produtividade, estará conversando com o colega ao lado, ou fazendo qualquer outra atividade não condizente com a sua função,como por exemplo, pintar as unhas.
E não digo que nunca tenha conversado com meu colega ao lado, é impensável trabalhar com pessoas e fingir que elas não estão ali, mas ficar contando as novidades daquela festa que você foi e encontrou fulano e aconteceu isso e aquilo enquanto seu cliente está na linha é sem dúvida uma falta de profissionalismo.
Já ouvi , muitas vezes a expressão " ahh agora só de raiva , ele (a) vai esperar" , e deixa lá o cliente 10, 15, 30 min numa solicitação que demoraria no máximo 5 min porque o cliente começou a gritar e exigir que fosse rápido. Não acho muito inteligente você querer ficar na linha com um cliente estressado, só pra deixar ele ainda mais estressado e ter uma péssima impressão de atendentes de telemarketing, classificando todos eles como péssimos, a melhor "vingança " é fazer um atendimento tão excelente, tão excelente que não deixe margem a críticas.
Abençoado seja o botão MUTE, que permite que você recupere o controle pra prosseguir com seu atendimento quando o cliente é um daqueles que não aceita/concorda com nada que você diz e lhe xinga, mesmo que você absolutamente saiba que ele está insatisfeito com a empresa que lhe fornece serviço, mas por mais maduro e sensato que você seja, ainda assim é humano e se ressente com a forma pelo qual está sendo tratado, de modo injusto e nada como o bom e velho mute para lidar com essas situações.
Mas, as vezes o mute causa problemas, quando por ex você coloca do nada, no meio do atendimento, sem avisar ao cliente e ele pensa que a ligação caiu.



Aprendi também, a importância da confirmação de todos os dados, embora realmente seja irritante que você ligue 10 vezes ao dia e tenha que dizer , por 10 vezes , nome completo, endereço de instalação, CPF, e forma de pagamento.
Aprendi também, que a arte de escutar, é imprescindível, metade do seu atendimento depende de escutar bem o que seu cliente deseja, pra não confundir uma reclamação de lentidão de internet com um pedido de uma mudança de pacote pra uma velocidade maior.
O modo como se fala, é outro detalhe fundamental. Aprendi a falar mais devagar, pra ser compreendida e a repetir pausadamente o que eu informei pra me certificar que não resta dúvidas no que foi repassado.
Mas, aprendi também, que as vezes, o cliente vai ligar 20 vezes pra se convencer que o sinal não será liberado antes da baixa bancária, que são 4 dias úteis, porque ele quer a liberação do sinal IMEDIATAMENTE, já que ele efetuou o pagamento e acha que VOCÊ não libera simplesmente porque NÃO QUER.
Sei que o maior desafeto que os clientes possuem , é esse tal de sistema que não permite a execução da solicitação que ele quer, e qual atendente , nunca escutou que o sistema era mentiroso?
Mas, o sistema é seu melhor amigo no trabalho, confiar nas informações que ele passa é fundamental , e ter confiança na hora de repassar qualquer informação também.
 Você aprende a escutar, falar, argumentar, convencer.  De fato, se você sai de um call center, tendo sido um bom profissional, você consegue aguentar qualquer outro estresse de outra profissão.
Tem dias que você vai conseguir tudo que planejou, vai ter um tempo médio de atendimento excelente, vai ter uma rechamada baixa e clientes compreensivos. Em outros dias, as portas do inferno vão parecer estar abertas e você vai achar que não aguenta mais, pra no outro dia, passar por uma catraca e bater seu ponto, novamente.
Você se pegará falando no gerúndio, as vezes, já me flagrei fazendo isso, e não é legal rs, mas, com sorte e treino, você não tornará esse vício de linguagem uma constante.

Você se deparará com situações inusitadas, engraçadas, com clientes que não sabem mexer em equipamentos e que lhe darão respostas hilárias a perguntas que fazemos .
Aprendi a valorizar cada segundo das pausas, que parecem fazer os ponteiros dos relógios voarem numa velocidade recorde.
Você aprende a conviver com a impermanência,  o que era hoje, pode mudar completamente amanhã, e com uma diversidade de pessoas de maneiras particularidades.

Todo trabalho tem suas dificuldades, seus aprendizados, suas estratégias de sobrevivência. Todo trabalho tem suas experiências boas e ruins, mas, se você tá estressado(a) , achando que não aguenta mais nenhum dia, aquele cliente chato mandando você tomar no #% , lembre-se , o cliente sempre em PRIMEIRO lugar =D

E lembre-se , antes de sair falando mal , de qualquer emprego, a ética rege a vida profissional de qualquer trabalhador. Sem ética não teria respeito, caráter e profissionalismo. E quem não tem ética dificilmente permanece no mercado, pois esse não será um bom profissional.
Às vezes, o mercado de trabalho pode até emudecer. Mas jamais ficará surdo.




quarta-feira, 18 de julho de 2012

Uma parada cardíaca

O coração humano funciona como uma pequena bomba. Com apenas 400 g, contrai-se cerca de 70 vezes por minuto em estado de repouso. A cada contração ou batimento, ele impede para o sistema cardiovascular 140 mL de sangue (cerca de 70 mL de cada ventrículo). Você pode calcular então, a incrível eficiência desse órgão que funciona antes mesmo de nascermos e que bate interruptamente durante toda a nossa vida...
Até que uma hora ,ele para.


One of these days the ground will drop out from beneath your feet
Um destes dias o chão vai cair debaixo de seus pés
One of these days your heart will stop and play its final beat
Um destes dias o seu coração vai parar e dar a batida final
One of these days the clocks will stop and time won't mean a thing
Um destes dias, os relógios irão parar e o tempo não vai significar nada
One of these days the bombs will drop and silence everything
Um destes dias as suas bombas vão cair e silenciar todas as coisas

Motivos ?



Algumas das causas da parada cardíaca são choque, envenenamento, doença cardíaca e afogamento.
A parada cardíaca acontece em maior frequência em indivíduos com problemas cardíacos, doenças pulmonares crônicas, fumantes, obesos, colesterol alto, triglicerídeos elevados ou em pessoas com hábitos de vida pouco saudáveis e alimentação inadequada...


But it's alright
Mas está tudo bem
Yeah it's alright
Sim, está tudo bem
Said it's alright
Eu disse que está tudo bem

Mas, e se não existirem motivos ? Se eu for um sujeito normal que simplesmente cansou de ter um coração batendo? Vais enumerar o tanto de gente que luta pela vida, tendo doenças terminais? Vais dizer que é um ato covarde e egoísta que estou cometendo? Vais gritar chamando-me de volta a razão e acusando-me de todas as consequências que isto trará? Vais olhar com indiferença e dizer que tanto faz, que sou capaz de escolher por  mim mesma ? Vais prometer abraços e vender-me esperanças ?
Vais sentir ódio por eu ter desistido? Vais me levar a julgamento e me condenar ?


Easy for you to say
Fácil para você dizer
Your heart has never been broken
Seu coração nunca foi partido
Your pride has never been stolen
Seu orgulho nunca foi roubado
Not yet.. not yet.
Ainda não, ainda não

Veja bem, não estou pedindo que me entendas. Não estou pedindo permissão. Não estou justificando. Não estou pedindo perdão. Apenas que aceite,mesmo que não compreendas. Se não hoje,um dia desses.


One of these days
Um destes dias
I'll bet your heart will be broken
Eu aposto que seu coração será partido
I'll bet your pride will be stolen
Eu aposto que seu orgulho será roubado
I'll bet, I'll bet, I'll bet, I'll bet
Eu aposto, eu aposto, eu aposto, eu aposto
One of these days
Um destes dias
One of these days
Um destes dias

Indolor. Apenas não precisarei mais sentir nada. Fé, esperança. Acreditar em dias melhores. Não restará nada. Isso é muito bom. Nada com que se preocupar. Nenhuma dor.


One of these days your eyes will close and pain will disappear
Um destes dias seus olhos vão fechar e a dor irá desaparecer
One of these days you will forget to hope and learn to fear

Um desses dias você vai esquecer a esperança e aprender a temer

Mas está tudo bem.


One of these days your heart will stop and play its final beat
Um destes dias o seu coração vai parar e dar a batida final
But it's alright
Mas está tudo bem.












segunda-feira, 21 de maio de 2012

A menina que roubava livros

Morte e Chocolate
Primeiro, as cores.

Depois, os humanos.
Em geral, é assim que vejo as coisas.
Ou, pelo menos, é o que tento.

EIS UM PEQUENO FATO
Você vai morrer.
Com absoluta sinceridade, tento ser otimista a respeito de todo esse assunto, embora a maioria das pessoas sinta-se impedida de acreditar em mim, sejam quais forem meus protestos. Por favor, confie em mim. Decididamente, eu sei ser animada, sei ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os As. Só não me peça para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo.
reação ao fato supracitado
Isso preocupa você?
Insisto — não tenha medo.
Sou tudo, menos injusta.
— É claro, uma apresentação.
Um começo.
Onde estão meus bons modos?
Eu poderia me apresentar apropriadamente, mas, na verdade, isso não é necessário. Você me conhecerá o suficiente e bem depressa, dependendo de uma gama diversificada de variáveis. Basta dizer que, em algum ponto do tempo, eu me erguerei sobre você, com toda a cordialidade possível. Sua alma estará em meus braços. Haverá uma cor pousada em meu ombro. E levarei você embora gentilmente.
Nesse momento, você estará deitado(a). (Raras vezes encontro pessoas de pé.) Estará solidificado(a) em seu corpo. Talvez haja uma descoberta; um grito pingará pelo ar. O único som que ouvirei depois disso será minha própria respiração, além do som do cheiro de meus passos.
A pergunta é: qual será a cor de tudo nesse momento em que eu chegar para buscar você? Que dirá o céu?
Pessoalmente, gosto do céu cor de chocolate. Chocolate escuro, bem escuro. As pessoas dizem que ele condiz comigo. Mas procuro gostar de todas as cores que vejo — o espectro inteiro. Um bilhão de sabores, mais ou menos, nenhum deles exatamente igual, e um céu para chupar devagarinho. Tira a contundência da tensão. Ajuda-me a relaxar.
uma pequena teoria
As pessoas só observam as cores do dia
no começo e no fim,
mas, para mim, está muito claro que o
dia se funde através de
uma multidão de matizes e entonações,
a cada momento que passa.
Uma só hora pode consistir em milhares
de cores diferentes.
Amarelos céreos, azuis borrifados de
nuvens. Escuridões enevoadas.
No meu ramo de atividade, faço questão
de notá-los.
Já que aludi a ele, o único dom que me salva é a distração. Ela preserva minha sanidade. Ajuda-me a agüentar, considerando-se há quanto tempo venho executando este trabalho. O problema é: quem poderia me substituir? Quem tomaria meu lugar, enquanto eu tiro uma folga em seus destinos-padrão de férias, no estilo resort, seja ele tropical, seja da variedade estação de inverno? A resposta, é claro, é ninguém, o que me instigou a tomar uma decisão consciente e deliberada — fazer da distração minhas férias. Nem preciso dizer que tiro férias à prestação. Em cores.
Mesmo assim, é possível que você pergunte: por que é mesmo que ela precisa de férias? De que precisa se distrair?
O que me traz à minha colocação seguinte.
São os humanos que sobram.
Os sobreviventes.
É para eles que não suporto olhar, embora ainda falhe em muitas ocasiões. Procuro deliberadamente as cores para tirá-los da cabeça, mas, vez por outra, sou testemunha dos que ficam para trás, desintegrando-se no quebra-cabeça do reconhecimento, do desespero e da surpresa. Eles têm corações vazados. Têm pulmões esgotados.
O que, por sua vez, me traz ao assunto de que lhe estou falando esta noite, ou esta manhã, ou seja lá quais forem a hora e a cor. É a história de um desses sobreviventes perpétuos uma especialista em ser deixada para trás.
É só uma pequena história, na verdade, sobre, entre outras coisas:
* Uma menina
* Algumas palavras
* Um acordeonista
* Uns alemães fanáticos
* Um lutador judeu
* E uma porção de roubos
Vi três vezes a menina que roubava livros.

terça-feira, 1 de maio de 2012

O amor em tempos de internet.



Definitivamente eu não sei amar.Ou melhor, não sei sentir esse tipo de amor atual onde uma marcação de nome no Facebook tem mais valor do que as ternas lembranças da memória, ou onde o número de frases e fotos que remetem a outrem é mais significativo que nossas atitudes para com os mesmos.
Talvez eu não saiba amar do jeito que se é exigido que se ame: Com enunciados,presenças constantes em bate-papo...
É,não é fácil amar nos tempos de tecnologia. Durante muito tempo estive envolvida por essas relações superficiais e por uma carência geográfica que me fazia dizer o que eu ia fazer, com quem e aonde. Que me fazia deixar de viver o momento para estar falando online como tal momento estava sendo divertido.
Ao meu redor , vejo esses diálogos sendo mantidos: "Você viu que meme engraçado ?" , "Viu o que fulano postou no Facebook?" " E a briga que sicrano pegou com Beltrano que comentou isso e aquilo naquele status ?" " E a foto do perfil dele você viu ?" ... E o ciclo é infindo .

Acho que pensei a pensar mais assiduamente sobre isso quando meu melhor amigo que passou 2 anos fora e voltou recentemente , brigou comigo por achar que meu status era uma indireta pra ele. Ou quando a namorada de um amigo se chateou por ele não a ter mencionado num comentário. Ou quando, sexta feira passada precisei de alguém que me escutasse e não apenas me marcasse no Facebook e... Não havia ninguém .Não havia ninguém pra eu contar como me sentia frustada por mais uma semana,não havia ninguém para eu compartilhar ( num sentido totalmente diferente do que essa palavra vem sendo usada) minha tristeza, minha confusão ,meus medos.

E acho que foi ali que me dei conta que ,embora minha "vida virtual" seja uma das mais movimentadas não significa necessariamente que sou amada.
Definitivamente eu não sei amar. Não sei lidar com as cobranças desse tipo de amor que tem me feito . 
Não  entendo porque as pessoas tem essa necessidade de exporem intimidades na redes sociais , e nem falo das declarações amorosas, algumas são até "cute cute " mas de brigas mesmo. Acho que são coisas que tem que ser resolvidas entre o casal e que dizem respeito apenas a eles e a mais ninguém. Me parece que há uma super valorização nas mudanças de status de relacionamento do que no próprio relacionamento em si.

Ouvi um discurso em uma conferência que dizia o seguinte : Amor se soletra assim: T-E-M-P-O .

E concordo plenamente . E não falo do tempo em que passo online conversando com a pessoa que gosto, mais da disposição de "desperdiçar " um pouquinho desse meu tempo preparando algo especial, seja pra cozinhar, seja pra me arrumar um pouquinho especialmente pra tal pessoa, seja escutar o que um amigo tem a dizer sem que isso se torne unilateral. Tempo de marcar pra sair  e não ter que tá publicando, publicizando. Depois é até legal colocar as fotos daquele momento bom que vivemos.Mas não é legal deixar de viver o momento pra virtualizá-lo e dizer o quanto estamos felizes fazendo aquilo . Torna-se vazio.
Eu definitivamente não sei amar. E prefiro continuar sem aprender .



quinta-feira, 19 de abril de 2012

Perfeita sincronia



Subi o mais alto que pude e sentei à beira do abismo, segurei as pernas, como um criança que chora. Uma criança que morre de medo e chora. Mas que depois de um tempo, soluçando e não querendo cair, e não querendo desequilibrar... Olhando daqui, a vista lá embaixo parecer ser bonita. A criança agora, só soluçava o fim do desespero.
- É por isso que você vive aqui?
- Vivo aqui por muitos "issos".
- Mas a paisagem digo, ela parece te manter aqui.
- Ela me mantêm firme.
- Firme para que?
- Não cair. Não te dá vontade de chegar até ela?
 Eu queria muito descrever a imensa vista, o local- tão alto e traiçoeiro... Se você debruçasse mais um pouco - porque certamente deslumbrado você o faria: era queda ao encontro do surrealismo da paisagem. Mas eu não podia cair, eu tinha medo de olhar muito e cair.. Então só por debaixo dos braços, encostava o rosto na perna e devagar analisava, e a criança já não chorava mais; até sorria um pouco com aquela adrenalina toda.
- Eu tenho medo.
- Medo de olhar?
- Não, de cair... Tu acha que eu caio?
- Acho que você se joga.
- Eu não vou me jogar.
- Eu vou.
 Tinham muitas pessoas lá embaixo, de onde vim. Elas também apareciam na paisagem; bem pequenas, quase pontos e cheia de cores. Pareciam até doces e a criança agora já ficava de pé e brincava de se jogar, segurando-se apenas com os dedos dos pés no parapeito acabado, sujo e enlodado de tantas chuvas sem nenhuma proteção, teus dedos acabaram ficando sujos também. Aquela altura, era difícil decifrar teu tamanho, tua insanidade e o que me transmitia no meio daquela sujeira. Do pó em teus pés enlameados, dos amarelados que agora seguravam meu braço me permitindo estar de pé também.
- Vai vir comigo?
- Não gosto de alturas.
- Você já subiu até aqui, como vai descer?
- Acho que vou ficar aqui, só admirando.
- Que nem eu? Isso é loucura, vem logo. Depois o medo passa.
- Como você sabe? Você nunca se jogou.
- Eu me jogo sempre.
- Como assim "se joga sempre"? Você está do meu lado agora, você está viva.
- Mas você já não encontrou comigo lá embaixo?
- Não compreendo.
- Não compreenda, lá é lindo não é?
 Então olhei mais um pouco ao redor do meu abismo, prendi os pés no parapeito e segurei amareladamente os dedos que antes apertavam meu braço, virei o pó que pisava, a lama que me afundava enquanto tinha sentado na beira. Peguei os doces e coragem - eu precisava dela mais que o suficiente, ela que agora me olhava firme, já estava em mim. A criança que pulava corda, também deu as mãos pequenas e de unhas sujas.. E foi a primeira a puxar o início da queda. E me joguei, olhando primeiramente para o lado querendo saber onde ela estava. Tinha ficado lá encima ou dentro de mim?
- Não é lindo cair com você?
Caímos em uma perfeita sincronia. Onde eu caia me abraçando cada vez mais forte, olhando para o abismo, em direção ao abismo e pronta para subir novamente. Escalar dentro de mim todo o percurso difícil que é estar bem alto, para morrer de medo do que sou e amar a sujeira de dentro de mim, amar o lodo, o limbo. E ir de encontro a uma nova limpeza, ao percusso mais complicado... A queda que já estou indo, já estou indo.
Calma minha criança, que já chegaremos ao doces.



quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Alice

Viajando para fora
Girando em torno de
Eu estou no subterrâneo
Eu Caí
Sim, eu caí

Estou apavorada
Então, onde eu estou agora?
De cabeça para baixo
E não consigo parar agora
Não pode me parar agora
Oooh Oooooh Oooohhh

Oooooh oooh Oooohhh
Vou começar por
Oooooh oooh Oooohhh
Eu vou sobreviver
Quando o mundo desabar
Quando eu cair e atingir o chão
Vou me entregar em torno de
Não tente me impedir
Oooooh oooh Oooohhh
Eu não vou chorar

Eu encontrei-me
No País das Maravilhas
Voltar ao
Meus pés novamente

Isto é real?
Isto é faz de conta?
Eu vou assumir uma posição
Até o final

Oooooh oooh Oooohhh
Vou começar por
Oooooh oooh Oooohhh
Eu vou sobreviver
Quando o mundo  estiver me esmagando
Quando eu cair e atingir o chão
Vou me entregar em torno de
Não tente me impedir
Oooooh oooh Oooohhh
Eu não vou chorar


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