Eu não cresci. Continuo com 1,58 m. Eu sempre quis que fosse 1,65 para combinar com aquela música de IRA que diz: "Um metro e sessenta e cinco de sol" mas...
Se eu tivesse "lindos lábios vermelhos" soubesse dançar e tivesse um L a menos no nome, podia ser a Melissa cantada no refrão "No coração da mata ela se esconde, camuflada, selvagem.
Melissa adora arte, intriga, política. E com seus lindos lábios vermelhos seduz o soldado
a dançar
(Melissaaaaaaaaaaaaaaaaa)
Por um quase, não sou a Melissa da letra mas posso ser a Miss Lexotan 6mg garota, a que "não consegue relaxar... Não consegue nem ao menos dormir...
que é tensa só porque seu amor não vive em São Paulo, nem Porto Alegre, em lugar nenhum" (?)
A garota que quer sempre mais, que espera sempre mais. Dela mesmo. Dos outros. De ti.
Que espera um telefonema numa tarde vazia, mesmo sabendo que querer está tão longe de poder.
Um poço de sensibilidade. Porém não te busco pela cidade, pois não estás aqui. Mas eu imagino. Eu imagino tolices (?) você não pensa em mim...
No rádio toca o velho rock 'n' roll e minha mente está entorpecida. De música, não de vinho. Minha mente está tão cheia e estou me transbordando e penso num flerte fatal. Por amor.
Eu não sou uma vitrine linda. O que posso te dar é o maior amor que alguém já pôde sentir.
Eu não cresci. Continuo com 1,58 m.
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quinta-feira, 28 de novembro de 2013
1,58 m
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Uma paraibaninha
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10:41
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quarta-feira, 30 de maio de 2012
terça-feira, 1 de maio de 2012
O amor em tempos de internet.
Definitivamente eu não sei amar.Ou melhor, não sei sentir esse tipo de amor atual onde uma marcação de nome no Facebook tem mais valor do que as ternas lembranças da memória, ou onde o número de frases e fotos que remetem a outrem é mais significativo que nossas atitudes para com os mesmos.
É,não é fácil amar nos tempos de tecnologia. Durante muito tempo estive envolvida por essas relações superficiais e por uma carência geográfica que me fazia dizer o que eu ia fazer, com quem e aonde. Que me fazia deixar de viver o momento para estar falando online como tal momento estava sendo divertido.
Ao meu redor , vejo esses diálogos sendo mantidos: "Você viu que meme engraçado ?" , "Viu o que fulano postou no Facebook?" " E a briga que sicrano pegou com Beltrano que comentou isso e aquilo naquele status ?" " E a foto do perfil dele você viu ?" ... E o ciclo é infindo .
Acho que pensei a pensar mais assiduamente sobre isso quando meu melhor amigo que passou 2 anos fora e voltou recentemente , brigou comigo por achar que meu status era uma indireta pra ele. Ou quando a namorada de um amigo se chateou por ele não a ter mencionado num comentário. Ou quando, sexta feira passada precisei de alguém que me escutasse e não apenas me marcasse no Facebook e... Não havia ninguém .Não havia ninguém pra eu contar como me sentia frustada por mais uma semana,não havia ninguém para eu compartilhar ( num sentido totalmente diferente do que essa palavra vem sendo usada) minha tristeza, minha confusão ,meus medos.
E acho que foi ali que me dei conta que ,embora minha "vida virtual" seja uma das mais movimentadas não significa necessariamente que sou amada.
Definitivamente eu não sei amar. Não sei lidar com as cobranças desse tipo de amor que tem me feito .
Não entendo porque as pessoas tem essa necessidade de exporem intimidades na redes sociais , e nem falo das declarações amorosas, algumas são até "cute cute " mas de brigas mesmo. Acho que são coisas que tem que ser resolvidas entre o casal e que dizem respeito apenas a eles e a mais ninguém. Me parece que há uma super valorização nas mudanças de status de relacionamento do que no próprio relacionamento em si.
Ouvi um discurso em uma conferência que dizia o seguinte : Amor se soletra assim: T-E-M-P-O .
E concordo plenamente . E não falo do tempo em que passo online conversando com a pessoa que gosto, mais da disposição de "desperdiçar " um pouquinho desse meu tempo preparando algo especial, seja pra cozinhar, seja pra me arrumar um pouquinho especialmente pra tal pessoa, seja escutar o que um amigo tem a dizer sem que isso se torne unilateral. Tempo de marcar pra sair e não ter que tá publicando, publicizando. Depois é até legal colocar as fotos daquele momento bom que vivemos.Mas não é legal deixar de viver o momento pra virtualizá-lo e dizer o quanto estamos felizes fazendo aquilo . Torna-se vazio.
Eu definitivamente não sei amar. E prefiro continuar sem aprender .
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Uma paraibaninha
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20:07
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terça-feira, 22 de março de 2011
Pérolas Brotando de Conchas
"Todos os amores são conchas vazias, todos os corações um dia são partidos. Mas quando a gente encontra alguém pra deitar do nosso lado e contar estrelas com a gente, é como se uma pérola só nossa brotasse dentro da concha e fizesse a gente esquecer o escuro e a solidão. Eu sei que você tem medo e eu também tenho, mas a vida veio pra ser vivida e, se um dia roubarem a sua pérola tenha apenas uma certeza: você não vai morrer e quando menos esperar outra pérola nasce. O nosso amor é burro, mas é bom. Quem escolhe se esconder dele por segurança não se machuca, é fato, mas também nunca conta estrelas de madrugada e nem, no final da vida, tem um colar de lembranças para contar."
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Uma paraibaninha
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08:11
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Amores,
Literatura
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
O Atoleiro do Passado
Tempos de definição são dificeis. Exigem de nós energia que por vezes não temos - não é todo dia que queremos lutar contra sentimentos díspares, complicados;que desejamos nos perguntar se realmente o amor acabou,se o que sobrou foi só carinho e preocupação ou seja se ainda existe um resquício mínimo que guarda em si a possibilidade do renascimento.
Não é todo dia que temos fôlego para questionar o que fizemos da nossa vida até aqui e qual o rumo que realmente queremos dar á ela. Cansa.Exaure.
Separar-se de alguém que se amou demais é experienciar uma cisão que muda toda uma maneira de ver o mundo:lá se vai a crença de um amor que resiste a tudo, e fica um gosto estranho de fracasso, como se as emoções e as pessoas pudessem ser avaliados em termos maniqueístas. Separar-se de alguém que se amou demais é antes de mais nada, triste. Mas tristezas , por mais profundas que sejam , passam.Desde que nao alimentemos.
A forma mais comum de alimenta-las é insitir em um contato nocivo por nos trazer alento, um tanto duvidoso, mais alento: a voz conhecida, as palavras um dia tão queridas,o choro que sabemos como estancar, a risada que nos lembra dias mais ensolarados[Nos sentimos mais acolhidos com a segurança do passado conhecido, com todos os seus problemas, do que o vislumbre do futuro]. Alimentá-las é achar que isso pode, em algum nível, fazer bem para algum dos dois.
É como manter vivo um paciente com falência cerebral na esperança de que um milagre o faça acordar sorrindo, inteiro.
Dói todos os dias em que isso não acontece. E dói mais ainda quando, finalmente, ele morre - mas, então,pelo menos , todos estão livres para seguir a vida.
A verdade é que, enquanto não decidimos se acabou ou não ,s e queremos de volta ou não [ com todas as idiossincrasias, neuroses e desgastes que nos fizeram partir] ou se ela faz parte do panteão do passado, nada anda.
Atolamos. Ninguém novo pode entrar, arejar os dias.Nem sozinhos ficamos bem.
Só o vulto constante da tristeza nos acompanha, mesmo nas horas mais alegres --ela sabe que, a qualquer momento, a guarda baixará e ela terá espaço suficiente para se instalar.Enquanto não deixamos o passado para trás, não há futuro.
por:Ailin Aleixo
Não é todo dia que temos fôlego para questionar o que fizemos da nossa vida até aqui e qual o rumo que realmente queremos dar á ela. Cansa.Exaure.
Separar-se de alguém que se amou demais é experienciar uma cisão que muda toda uma maneira de ver o mundo:lá se vai a crença de um amor que resiste a tudo, e fica um gosto estranho de fracasso, como se as emoções e as pessoas pudessem ser avaliados em termos maniqueístas. Separar-se de alguém que se amou demais é antes de mais nada, triste. Mas tristezas , por mais profundas que sejam , passam.Desde que nao alimentemos.
A forma mais comum de alimenta-las é insitir em um contato nocivo por nos trazer alento, um tanto duvidoso, mais alento: a voz conhecida, as palavras um dia tão queridas,o choro que sabemos como estancar, a risada que nos lembra dias mais ensolarados[Nos sentimos mais acolhidos com a segurança do passado conhecido, com todos os seus problemas, do que o vislumbre do futuro]. Alimentá-las é achar que isso pode, em algum nível, fazer bem para algum dos dois.
É como manter vivo um paciente com falência cerebral na esperança de que um milagre o faça acordar sorrindo, inteiro.
Dói todos os dias em que isso não acontece. E dói mais ainda quando, finalmente, ele morre - mas, então,pelo menos , todos estão livres para seguir a vida.
A verdade é que, enquanto não decidimos se acabou ou não ,s e queremos de volta ou não [ com todas as idiossincrasias, neuroses e desgastes que nos fizeram partir] ou se ela faz parte do panteão do passado, nada anda.
Atolamos. Ninguém novo pode entrar, arejar os dias.Nem sozinhos ficamos bem.
Só o vulto constante da tristeza nos acompanha, mesmo nas horas mais alegres --ela sabe que, a qualquer momento, a guarda baixará e ela terá espaço suficiente para se instalar.Enquanto não deixamos o passado para trás, não há futuro.
por:Ailin Aleixo
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Uma paraibaninha
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14:53
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