"Por mais que eu diga que não, meus olhos são oceanos, não pela cor, mas sim pela dor, de cada ponta, cada curva de minha alma, sente, consegui absorver os versos, as palavras, as dores que caem de meus olhos. A alegria aqui não habita mais, foi-se embora há muito tempo atrás, deixou-me, mas esta tristeza fria, cheia de dor permanece, esta cor, esta vida, preta, branca é cinza. É então eu choro, me desboto, me enfureço, como ondas que batem nas rochas. Meus olhos são chorosos, como o oceano"
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quinta-feira, 30 de maio de 2013
Meus olhos...
"Por mais que eu diga que não, meus olhos são oceanos, não pela cor, mas sim pela dor, de cada ponta, cada curva de minha alma, sente, consegui absorver os versos, as palavras, as dores que caem de meus olhos. A alegria aqui não habita mais, foi-se embora há muito tempo atrás, deixou-me, mas esta tristeza fria, cheia de dor permanece, esta cor, esta vida, preta, branca é cinza. É então eu choro, me desboto, me enfureço, como ondas que batem nas rochas. Meus olhos são chorosos, como o oceano"
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Uma paraibaninha
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16:29
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terça-feira, 29 de maio de 2012
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Rivotril
"Existem dores que não são amenizadas.
Não existe Rivotril que consiga curar um coração que sofre.
Mas no instante resolve.
Se chapa. Se monga. Adormece.
Mas acorda, e volta. E não resolve.
E vem a dor. E vem a lágrima. E vem o sofrimento.
E nada muda. E nada gira. E nada.
Aumenta a dose do Rivotril.
Se não adiantar, troca.
Diazepan, Lexotan. Quanta é a variedade.
É só escolher. Um ajuda. Um soluciona.
Não. Não soluciona. mas ajuda.
É triste? É. É desesperador? Também.
Mas passa. Uma hora passa.
Muda, segue, supera, passa, gira.
E tenta. Segue tentando.
Um dia você consegue.
Ser feliz, oras. Ser normal.
Enquanto isso, se chapa, se monga. Adormece.
E sonha."
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Uma paraibaninha
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05:33
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Hemorragia
"Quero um verso sangrento
que circule de acordo com a batida
deste meu coração arritimado.
Verso que corre nas veias
Incontrolável, indubitável.
Eu sei o sangue que me circunda,
O sangue metafórico das lágrimas
E das guerras da vida banalizada.
Sei nadar neste mar vermelho
Sem bençãos, sem ilusões.
Saboreio o ferro que carrega
O sustento do mundo,organismo trépido.
Saboreio os núcleos ausentes
Que permitem mais cargas e menos vida.
Saboreio globos, globulos, radicais
Presos, livres, brancos, pretos
Da corrente heterogênea da humanidade.
Canto as feridas não cicatrizadas
Abertas, apodrecendo ao léu
Colonizadas por bactérias e ignorâncias.
Sai o pus, sai mais sangue e mais e mais
Retiro as cascas, cravo minhas unhas
Aprofundo os buracos da dor,
Das incoerências.
O mundo é sangue,
Os caminhos irrigam, divergem
Aferem, eferem, pressionam.
Os caminhos dilatam, entopem,
Poluídos pelos nossos excessos
Obstruídos pelas nossas carências.
Mas eu só quero uma hemorragia de versos
Uma hemorragia de vida
De seres humanos e de consciência.
Quero um poema que corra
Transfuso por veias e artérias.
Quero só um poema hematopoetico
que leve pelas artérias da loucura
Cada detalhe de imperfeição
Que traz compasso a este peito,
Percussão de vida imprudente"
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Uma paraibaninha
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04:59
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Eu Sou poeta do esgoto
"Estou esgotada
De tanto lixo, de tanto resto
Sem manifesto
De compaixão.
Estou norteada
Para o desperdício do ser
O silêncio do verso
E a dor mais injusta.
Estou esgotada
Vou pela correnteza
Sem sanidade ou saneamento.
Estou esgotada
E deito-me nos restos
De alimento e de suporte
Que boiam na sarjeta do senti
Eu vejo um boeiro
Não vejo luz no fim do túnel
Talvez um incinerador.
Irmão, irmão rato que bóia.
Ó mãe lata destes reinos
(O poeta viu a "concha vazia do amor"
Mas eu vi a lata vazia da sanidade.)
Tudo é fétido aqui,
Venha me visitar.
Estou vendo mil maravilhas
Que tua ambição e burrice
Jogaram fora e ao léu.
Simplesmente estou esgotada
Desta ambição e desta burrice também.
Veja: dejetos do que é humano.
Estou esgotada de tanto suportar
A íntegra desgraça da humanidade.
Eu vou fazer frases bonitas
Da tua mais mórbida feiura.
Eu vou te ensinar a ver a luz
Na ausência do que te constrói.
Estou no esgoto dos sentimentos
E dos desejos mais surreais.
Passam por mim ilusões e sorrisos,
Lágrimas, sangue, vômito,
A bile dos poetas românticos
O concreto dos poetas modernos.
Estou esgotada e nado no esgoto
Para com o excesso fazer-me paz.
Fazer-me sentido. Fazer-me sentir.
Venha ver o aperto no peito
A lata e a insanidade.
Sou poeta do mundo e da dor
A cantar a desgraça com brilho no olhar.
Sou poeta de nossos restos de sinceridade
E faço versos para alívio e compreensão.
Eu sou poeta do esgoto e estou esgotada
Porque é do dejeto que nasce o poema."
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Uma paraibaninha
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04:50
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Beijando Judas
"Venho com estas costas arranhadas
De carregar mil expectativas e mil julgamentos.
Coroada com meu próprio ego
Arrasto a cruz das injustiças
Enquanto meus olhos brilham de pureza.
Fui negada inúmeras vezes
Por covardes que mentem para si mesmos
Suas formas perfeitamente encaixadas
A esta desordem que é ser ordenado.
Sou apedrejada por ignorâncias
Que depois se renderão às minhas falácias.
Gosto de ser este estrago
Da minha própria figura, de meu penar.
Podes dizer que sou pretensiosa
Que tenho blasfemado contra teus medos,
Mas, irmão, eu tenho aqui dois mil poemas
20 anos de idade, 11 de versificação,
Mil subestimações vindas de inferiores
E ilusões nas minhas mãos pouco milagrosas.
Também sou filha da natureza
E posso até ser uma filha da puta
Adotada pela minha linda mãe.
Prego minhas idéias apregoadas
Nestas cruzes de insipiência e apatia
Na qual teus olhares vazios me condenaram.
E ao meu lado Barrabas é meu ego
Também condenado mas que não se cala
E se traduz em mais um poema ridículo.
Eu, meu pensar, estou aqui nua e sangrenta
Sofrendo por traduzir experiências
Em idéias próprias e independentes,
Exclamando um silêncio petrificante
Por ser sincera e ser firme em mim.
Entre aqueles que assaltaram coerências
Definho no vazio destes versos.
Eu só quero elevar-me a algum paraíso
Jogar-me aos teus pensares, quem sabe.
Venho à verdade que julgo existir.
Julgo-me poeta por um mínimo instante
Mas se eu me deixasse morrer por teu horror
Sei que não ressuscitaria ao terceiro verso.
Portanto, fico aqui drástica e doentia,
A beijar cada Judas
Com lábios irônicos de perdão
Pois é com teu asco e teu dejeto de pensamento
Que construo meu caminho de palavras."
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Uma paraibaninha
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04:42
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
O Atoleiro do Passado
Tempos de definição são dificeis. Exigem de nós energia que por vezes não temos - não é todo dia que queremos lutar contra sentimentos díspares, complicados;que desejamos nos perguntar se realmente o amor acabou,se o que sobrou foi só carinho e preocupação ou seja se ainda existe um resquício mínimo que guarda em si a possibilidade do renascimento.
Não é todo dia que temos fôlego para questionar o que fizemos da nossa vida até aqui e qual o rumo que realmente queremos dar á ela. Cansa.Exaure.
Separar-se de alguém que se amou demais é experienciar uma cisão que muda toda uma maneira de ver o mundo:lá se vai a crença de um amor que resiste a tudo, e fica um gosto estranho de fracasso, como se as emoções e as pessoas pudessem ser avaliados em termos maniqueístas. Separar-se de alguém que se amou demais é antes de mais nada, triste. Mas tristezas , por mais profundas que sejam , passam.Desde que nao alimentemos.
A forma mais comum de alimenta-las é insitir em um contato nocivo por nos trazer alento, um tanto duvidoso, mais alento: a voz conhecida, as palavras um dia tão queridas,o choro que sabemos como estancar, a risada que nos lembra dias mais ensolarados[Nos sentimos mais acolhidos com a segurança do passado conhecido, com todos os seus problemas, do que o vislumbre do futuro]. Alimentá-las é achar que isso pode, em algum nível, fazer bem para algum dos dois.
É como manter vivo um paciente com falência cerebral na esperança de que um milagre o faça acordar sorrindo, inteiro.
Dói todos os dias em que isso não acontece. E dói mais ainda quando, finalmente, ele morre - mas, então,pelo menos , todos estão livres para seguir a vida.
A verdade é que, enquanto não decidimos se acabou ou não ,s e queremos de volta ou não [ com todas as idiossincrasias, neuroses e desgastes que nos fizeram partir] ou se ela faz parte do panteão do passado, nada anda.
Atolamos. Ninguém novo pode entrar, arejar os dias.Nem sozinhos ficamos bem.
Só o vulto constante da tristeza nos acompanha, mesmo nas horas mais alegres --ela sabe que, a qualquer momento, a guarda baixará e ela terá espaço suficiente para se instalar.Enquanto não deixamos o passado para trás, não há futuro.
por:Ailin Aleixo
Não é todo dia que temos fôlego para questionar o que fizemos da nossa vida até aqui e qual o rumo que realmente queremos dar á ela. Cansa.Exaure.
Separar-se de alguém que se amou demais é experienciar uma cisão que muda toda uma maneira de ver o mundo:lá se vai a crença de um amor que resiste a tudo, e fica um gosto estranho de fracasso, como se as emoções e as pessoas pudessem ser avaliados em termos maniqueístas. Separar-se de alguém que se amou demais é antes de mais nada, triste. Mas tristezas , por mais profundas que sejam , passam.Desde que nao alimentemos.
A forma mais comum de alimenta-las é insitir em um contato nocivo por nos trazer alento, um tanto duvidoso, mais alento: a voz conhecida, as palavras um dia tão queridas,o choro que sabemos como estancar, a risada que nos lembra dias mais ensolarados[Nos sentimos mais acolhidos com a segurança do passado conhecido, com todos os seus problemas, do que o vislumbre do futuro]. Alimentá-las é achar que isso pode, em algum nível, fazer bem para algum dos dois.
É como manter vivo um paciente com falência cerebral na esperança de que um milagre o faça acordar sorrindo, inteiro.
Dói todos os dias em que isso não acontece. E dói mais ainda quando, finalmente, ele morre - mas, então,pelo menos , todos estão livres para seguir a vida.
A verdade é que, enquanto não decidimos se acabou ou não ,s e queremos de volta ou não [ com todas as idiossincrasias, neuroses e desgastes que nos fizeram partir] ou se ela faz parte do panteão do passado, nada anda.
Atolamos. Ninguém novo pode entrar, arejar os dias.Nem sozinhos ficamos bem.
Só o vulto constante da tristeza nos acompanha, mesmo nas horas mais alegres --ela sabe que, a qualquer momento, a guarda baixará e ela terá espaço suficiente para se instalar.Enquanto não deixamos o passado para trás, não há futuro.
por:Ailin Aleixo
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Uma paraibaninha
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14:53
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