Achei serenidade em não ter ninguém para ouvir sobre minhas compras, minhas leituras, minhas descobertas. Surpreendentemente, os dias sem mensagens não me destruíram; eles me ensinaram a me abraçar. Pela primeira vez, percebi que o silêncio não era ameaça, mas refúgio. A falta de notificações se transformou em liberdade, e o espaço que antes parecia deserto se tornou meu lar.
Passei a gostar das conversas comigo mesma, dos filmes assistidos em companhia do meu próprio riso, dos passeios em que caminhei sem precisar esperar por ninguém. O cargo novo, as amizades recentes, as pequenas vitórias ,
algumas ficaram só comigo, e isso foi suficiente.
A solidão deixou de ser um peso e virou companhia. O silêncio da casa se tornou acolhedor, o vazio se transformou em descanso, e a ausência de compromissos virou meu porto seguro. Estranho, talvez. Mas no lugar do seu “durma bem”, nasceram as minhas próprias palavras.

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