Um lar não é feito apenas de paredes, mas de silêncio e respiração. É o espaço onde o coração repousa, onde cada batida encontra eco na madeira, no vento que atravessa janelas abertas. Construir uma casa é plantar raízes invisíveis , não na terra, mas na alma.
É levantar tijolos de lembranças, erguer colunas de esperança, cobrir o teto com o céu que se abre em cada amanhecer. Dentro dela, o tempo se torna lento, e o corpo encontra descanso no abraço daquilo que é eterno: o amor, a presença, o calor.
Há uma delicadeza em cada gesto: o toque suave de quem compartilha o espaço, o canto que se mistura ao silêncio, o olhar que transforma o vazio em plenitude. E quando o lar se desfaz, quando a casa se torna pó, o que permanece é a certeza de que o abrigo verdadeiro nunca foi de pedra ou madeira , mas de afeto.
Assim, construir um lar é aprender a habitar o outro, é ser chão e teto, é ser abrigo e horizonte. É descobrir que a casa mais bela é aquela que se ergue dentro de nós, e que nunca pode ser destruída.


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