Páginas

Mostrando postagens com marcador Textos dedicados a mim. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Textos dedicados a mim. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Mell - humana como tantos, especial como poucos.


Por sermos almas parecidas neste mundo, por ela ser uma pessoa muito preciosa nos últimos dias, e também pela homenagem linda que ela pôs em seu blog... Bem, não me resta nada a não ser também citar essa adorável mocinha, a Mell doce e apimentada, a menina que tá se tornando uma amiga especial.
E só Deus sabe como estamos nos ajudando, só Deus sabe...
=}
Soneto para Melissa
(Duanna)

Quando se olha, é doce o seu olhar;
mas faísca uma chama ardente dentro de si
- como se fosse recheada de pimenta
a menina que está a me sorrir.

Há uma esperança que teima em reinar
(ainda que quase nunca ela consiga ver),
que faz com que sua tristeza tão violenta
seja sempre passagem em seu viver.

O bem e o mal, o doce e o apimentado,
um quê de terno, mais um tanto de pecado,
e minhas palavras ainda não podem lhe desenhar...

Inconstante mel, tão selvagem - tão humana!
É  nesta vida tanto escrava quanto soberana,
capaz de dar prazer e dor à quem souber bem amar!



Como conchas


Duas conchas unidas, formam uma vida.
Um dia, a vida se vai. E elas perdem - na teoria biológica - o seu objetivo.
Aparecem na praia; elas, que viviam no fundo do mar.
E com, o tempo, se separam...

Mas não perdem sua essência. Não importa para onde vão...
Se uma delas virará enfeite para alguma pessoa.
Se a outra se destruirá, virando parte da areia, da praia.
Elas sempre serão iguais.
Duas conchas.
Irmãs.

Como conchas nós somos, minha irmã.
Mas, que seguiram o rumo inverso da vida.
Quantos caminhos, nos fizeram desgastadas?
Quantos enfeites nos forçaram a ser?
E, na verdade, sempre estivemos na mesma praia...

E, eis que nos unimos.
Idênticas almas-irmãs.
Uma união que, a distância não consegue afastar. Ainda que demoremos tanto a nos ver, nosso abraço ilusório, virtual, nos une.
E, nesse abraço, montamos uma vida.
Aliás, estamos montando.

Se essa vida sairá de nós?
Quem sabe?
Se nos apartaremos de novo, seguindo a real intenção da vida?
Não sei.
Mas queria eu que não.

A vida só se tornou vida, quando nosso elo se formou.

Amor eterno, minha irmã doce.

Texto extraído daqui: http://mundopublico-universosparticulares.blogspot.com.br/2012/05/como-conchas.html

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A fantástica História da menina que não queria morrer



























Cara menina,
Hoje, eu lembrei de você. Tinha acabado de descer do ônibus e chegar a faculdade, quando ao chegar a entrada do prédio, encontrei sinais de esperança.Você os conhece bem, porque eu mesmo os entreguei a você.Flores de Fuxico!
Fazia muito tempo que eu não as tinha visto.Era um belo jardim, de diversas cores e matizes, dos mais variados tecidos.Grande, médias, pequenas.Belas e serenas.Vi meninas bonitas e vaidosas chegarem e provarem delas, colocando-as na forma de tiaras, presilhas e outras infinidades de acessórios de meninas.Ao lado da barraca, um espelho pequenino,rodeado de flores.Parecia você.
Então eu pergunto a senhora, que as vendia,por quanto tempo elas estariam ali.Ela me responde educadamente: "-Só essa semana apenas".Então eu percebi a brevidade daquele jardim,e fiquei inseguro e com medo.
Eu rezo que você nesse exato momento esteja me lendo.Porque eu quero que você saiba que, eu apenas quero que você esteja comigo.Não somente essa noite, mas todos os dias.Eu sei bem que sou inseguro, e não posso te garantir sempre que serei forte o suficiente, mas, nesse novo momento de minha vida, me tornarei mais forte para poder estar com todos aqueles que eu amo.Não poderei salvar todos, mas enquanto eu estiver nesse bando,nessa matilha.Ninguém,absolutamente,NINGUÉM,ficará para trás.Nem que para isso eu sangre minhas patas na neve,minhas presas nos ossos,meus pelos nos espinhos, meu coração nas trevas.Eu vou estar com você,minha menina de flores de fuxico.
Não desista.Eu pensei que sabia entender sua dor.Mas,descobri que não sei.Porque mesmo estando no inferno,a experiência é pessoal. E eu posso não te salvar das dores,posso não te proteger deles.Entenda que já tentei proteger demais uma pessoa e as coisas que disso resultaram foram cruéis.Por isso,aprendi , que para se ajudar é preciso que o outro estenda a mão.Estenda a mão para mim,meu amor?
Eu quero entregar essas flores de fuxico.Nesse momento escuto nothing else matter, do Metallica.Ele diz,que nada mais importa.Nada mais importa enquanto estivermos juntos,todos nós.Não podemos impedir o inverno, a comida é pouca para a matilha,e a neve nos castiga impiedosamente.A fome,as doenças,as dores,a família, nostornam insensíveis e brigamos por tão pouco.Eu ainda não sou o alfa que todos precisam,eu não queria isso, e erro tanto tentando fazer certo.Amo tanto tentando fazer certo.Que mal percebo os erros.
Saiba,eu não sei quanto tempo duraremos.Mas eu jurei,pelos ossos de um húngaro que se matou,que não importa,eu vou viver para ser o porto seguro de alguém.Eu falhei,sou humano,sou inseguro.Mas sou forte,encontrarei essa coragem que muitas vezes não tenho. Vou cumprir o que me pediste,e todas elas, em silêncio,irei velar:o vermelho, a bruxinha acreana, a lua.Porém,esteja comigo.
Não me abandone.Pois escrevo enquanto eu não posso chorar.Nessa noite de angústias e indecisões,segura minhas mãos,rainha da dor.Se liberte de sua jaula, mas para a vida.Você já fez esse milagre,em oito de outubro,você me salvou do coração do inferno.Resista,por você.Pela cirurgia que irás fazer,pelas pessoas doentes que alegras como palhaça,pelas flores de fuxico,para algum dia me ensinar a ler Caio Fernando Abreu,pelas suas irmãs,pela sua família que tanto precisa aprender contigo,pelos doces,pelas trufas,pelas músicas,pelas leituras,pelas peças de teatro,pela dança,pela cultura,pelo mell,pela matilha.Por mim,que aprendeu a não ser mais solitário por ti,minha estrela.
Por todos nós,viva mais um dia,Mellissa.
Eu te amo,para todo o sempre estarei com você.Porém estejas comigo sempre.EM mente.
Diego Costa Almeida


sexta-feira, 8 de julho de 2011

Para a Rainha Da Dor , By Diego Costa



Eu espero te encontrar.Em qualquer lugar.Num café parisiense, numa taverna berlinense, num pub inglês, numa mesa de bar.E dali sentar, conversar, beber e comer alguma coisa.Te falar de alguma poesia de florbela espanca, ou da filosofia perene de Aldous Huxley. Do moralismo de um Marx ou Nietzsche.De um lugar mágico como o de Doroth ou Alice.Irei fumar alguma coisa,se você me permite.O câncer não me preocupa, só uma persistente rinite.Fumarei canela,tabaco, ópio,haxixe.Nada que quebre em inglês,só o que a lagarta tragava com requinte.Quero continuar te vendo, mesmo que os olhos não deixem.Quero conter seu cheiro,mesmo que o perfume se evanescesse.Quero guardar seu segredo,mesmo que para mim não conte uma sílaba e só as deixes todas as suas irmãs ou amigas.Cada pedaço que você me dê,serei um cão infiel de mim mesmo para te ser.


Não que eu deseje ser você.Na verdade,se fosse escolher o meu sexo,seria o de ser.Ser plural,humano,demasiado humano.Coisa pequena,que descubro em cada sentimento aonde leio, nos murais das paredes, nos beijos que há muito não dei.Dói,machuca,eleva e sublima.Solitária sina.Todo dia uma cápsula de fluoxetina de dia, e de noite uma pilúla de rivotril.E um cetirizine manipulado para alergias.É um processo,uma metamorfose.Quando fico louco de mim, me isolo, escondo.Deshumanizo.Só preciso de mim, e meus livros.E do silêncio,levemente esquivo,que se quebra com alguma música que deixo meio que escondido.Nos lugares de sempre.
Sinto falta do que sentes.Amo o que não me entende.Não entendo o que me abandona.Peço calma,a essa loucura adolescente.Trabalho 3 vezes por semana, para pouco receber.Não tomo café com leite,prefiro suco de limão, que é mais ácido.Basicamente.Muitas crianças,adolescentes.Algumas amáveis,outras intransigentes.Sempre fascinantes.Sempre tão...que dizer?Me lembro de você no Yakissoba que eu como a trufa de chocolate que parei de consumir e receber.Não ouso,não peço.Isso é seu,intocado.Para quê devo usurpar?

Hoje eu vi uma baleia azul encalhar (é minha alma que está lá),um salmão preso numa cachoeira congelada (é minha alma que está lá),uma bandeira em frangalhos a se mover na ventania (é minha alma que está lá), há um homem cego em seu trono, há um homem que transforma tudo que toca em ouro, há um esqueleto engasgado com um pedaço de pão...

E no meio disso tudo uma menina que ... chora. Para sempre, sempre serei o rei da dor?Para sempre,sempre terei esse reinado?Para sempre,sempre,serás minha rainha?Para sempre,sempre, veremo o cipreste branco e velho no cima da colina.E a esquerda entrada do inferno, a fonte do esquecimento. E nos arcos escritos, em tínpanos, os dizeres em arcaico grego antigo:"Esse é o reino de Hades,Érebos,e aquele que aqui entrar,por favor, deixai a esperança...".

No cemitério,nós que aqui estamos,por vós esperamos.No campo de concentração nazista, o trabalho liberta. No Arquipelágo Gulag soviético,não há frases de efeito. E desconheço algo do gênero nos presídios chineses,norte-coreanos ou cubanos.Talvez,nos navios negreiros.Catedrais do consumo,escravos do prazer.Tens seu direito de ser libertina,mas escravizas o teu sentimento.Nos negaram o sagrado direito de morrer,mas nos deram o dever de viver.Viver como homens,ratos,ou anjos.Ou ainda se deitar,sobre a relva do campo.

Há uma menina que chora pela morte de seu hamster, um amante presa por matar seu amante,um chefe de mais de 60 anos a torturar um estagiário, um epitáfio em letras de ouro apagado pelo tempo, ferrugens que corroem os portões de um casario antigo, um homem que vive sem seu melhor amigo, uma mulher que abandona as estrelas e vive seu índigo, uma mulher de cabelos vermelhos que desaparecem no Pacifíco, uma pessoa triste da distante terra amazônica, um namorado na capital de 25 de dezembro.

Houve um atentado político em algum lugar de Recife.Mataram João Pessoa,criaram um Estado Novo, e uma capital para a Paraíba.Sinto falta,sem conhecer de Campina Grande.Seu São João será eterno enquanto existir Caruaru.Um e-book aberto sobre a mesa de Herman Hesse.Um assassino confesso a se entregar, que só depois de mais de 10 anos, cumprirá 15 anos de pena.Uma professora revoltada pelo trabalho que realiza em um país tão triste.Uma doença que não tem cura e paralisa as letras.

O que eu quero te dizer mesmo,não importa.Também não importa O que eu só queria escrever,era para te dizer quando você algum dia se for.Não esqueça,que eu amo você.E que não precisa de muita coisa para te dizer.Só apenas escrever:Eu amo você.

Diego Costa Almeida.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...